Ouvir o silêncio.Essa obra consiste em parar para ouvri o silêncio.
Não sei de muitos lugares onde há silêncio absoluto aqui na Terra, então...
bem, como se diz no cinema : ambiência. Ouvir os sons do lugar onde você está, é como parar para ver uma paisagem, no caso sonora (paisagem sonora do velho murray).Dizer que os sons "naturais" -haha, um carro!? - são uma música.
Cage disse: quando você para e escuta com atenção um "ruído" (no perjorativo), ele deixa de o ser e se torna música.Pra que rádios? Escut como Thoreau- talvez nem tanto.
Isto pode ser exaustivamente discutido como meros "pontos de vista" - e é até que bastante subjetivo , mas a reflexão está lá,a idéia não cai nunca, cagando você de pé ou sentado.
Ao contrário do que vocês querem, não vou postar nenhum link do youtube aqui, todos aqueles videos são ESCROTOS. "Tocar" essa peça em uma sala de concerto vai ter som de sala de concerto, nada de errado, é até legal ver aquelas pessoas se achando super cultas ouvindo suas próprias tossidas de cão moribundo catarrento, promove uma reflexão, é uma interpretação, mas penso eu na beleza de criar versões diferentes dessa música em ambientes diferentes.Ouso até dizer que qualquer gravação de 4'33'' pode ser nomeada assim e tributada à John cage.Ouça! Talvez isso seja apenas uma interpretação latino-americana de uma obra norte-americana com influências orientais do zen, mas e daí?Quem disse que é preciso comprender uma obra do ponto de vista exato de seu criador? Limitar interpretações é negar as várias dimensões de um fractal. O que não quer dizer que tenhamos que aceitar todas também.
Temos esse problema em aceitar tudo hoje em dia, tudo é bacana, nada é realmente ruim (tudo questão gosto, né?;D ) e todos somos felizes.Não é? "se você não gosta, não encha o saco de quem gosta!".
Ouvir o "silêncio" não é ouvir em silêncio.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário